ROTUNDA


TRAIO





H em Traio, adaptao de Gabriela Linhares para cinco contos de Nelson Rodrigues em cartaz no Teatro Crowne Plaza, em So Paulo, uma sensualidade explcita, transbordante, que sobrepuja o estado de latncia. O approach dos atores junto ao pblico e mesmo os figurinos se encaixam nesse contexto. Isso provoca os sentidos do espectador, e o objetivo da montagem da Cia. Dupl, dirigida por Gabriela, alcanado.

A trupe transfere para o palco A Mulher do Prximo, O Marido Sanguinrio, O Monstro, Um Chefe de Famlia e Marido Fiel, escritos originalmente na dcada de 1950 para A Vida Como Ela ..., coluna do jornal ltima Hora, e recentemente reunidos em volume da Cia. das Letras. A transposio se d ipsis litteris, sem incluso ou excluso de qualquer vrgula os atores narram e representam o texto rodriguiano.

Gabriela veste Rodrigues em chave cmica. certo que existe nos contos um humor, mas trata-se da graa desconcertante, no a da piada de salo. O problema grave em Traio que o elemento trgico da obra rodriguiana escoa, perde-se em algum ponto do trajeto entre o subrbio carioca e o tablado, toma rumo ignorado. O desfecho de O Marido Sanguinrio conto em que Glorinha trai o marido com Eurilo , por exemplo, arranca risos da platia.

O ritmo de 100 metros rasos em que transcorre o espetculo subtrai um tanto do flego necessrio para escarafunchar e apreciar, deleitar-se com os ninhos que acolhem, alm do trgico, os componentes mtico e psicolgico presentes nas pginas do dramaturgo e escritor. Nesse caso, certamente, no pelo enfado que se peca.

Questiona-se, ainda, o fato de haver o trfego de um ator pelos cantos do palco, a batucar em uma mquina de escrever imaginria e a bater as cinzas de um cigarro igualmente presumidos como se Rodrigues materializasse ali e naquele momento seus personagens. Clich sem sentido, j que o autor no contracena com suas criaes.


TRAIO. De Nelson Rodrigues. Adaptao e direo de Gabriela Linhares. Com a Cia. Dupl. No Teatro Crowne Plaza. Rua Frei Caneca, 1.360, So Paulo, SP. Fone (11) 3289-0985. Sextas e sbados, s 21h, e domingos, s 20h. R$ 30. At 11/6.


Escrito por Mauro Fernando s 18h14
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DIRIO DAS CRIANAS DO VELHO QUARTEIRO


Mrio Bortolotto



Escrita em 1994 por Mrio Bortolotto, a pea Dirio das Crianas do Velho Quarteiro estreou quatro anos depois, em Londrina (PR), a primeira casa do Grupo Cemitrio de Automveis. Atualmente estabilizada em So Paulo, a companhia volta a apresent-la, por duas semanas, a partir desta sexta-feira (28/4). O Espao dos Satyros recebe a montagem, que tem direo do prprio autor. Alm de Bortolotto, adentram o palco Fernanda D'Umbra e Eucir de Souza.

Dirio das Crianas do Velho Quarteiro, que entra em cartaz dentro da programao da Mostra Meia-Noite (a quarta exibio do repertrio da trupe), um texto bem humorado, com dilogos geis, sobre amizade e amor. Dois amigos, o saxofonista Jaime (Bortolotto) e o desenhista lvaro (Souza), conversam sobre vrios assuntos incluindo critrios musicais e tipos de mulheres enquanto esperam Tati (Fernanda) chegar.

Trocam idias sobre signos do mundo pop, como Homem-Aranha, Super-Homem e Wolverine, sem perder de vista no caso especfico de Jaime uma postura crtica. Quando lvaro cataloga a HQ A Morte do Super-Homem como clssico, o meu Irmos Karamazov, Jaime retruca: uma historinha besta escrita s pra levantar uma grana. Com ironia, mas sem deixar escapar o sentimento de amizade, atiram farpas um no outro como fazem dois irmos, um corintiano e outro palmeirense, quando discutem futebol.

No so propriamente dois desajustados sociais, membros do lumpemproletariado, mas indivduos que se recusam a aceitar passivamente valores pequeno-burgueses. Tomam, por exemplo, usque paraguaio sem pudores nem hesitao. Jaime, mais enftico, aponta sua metralhadora verbal: Meu alvo preferido so os garotos de moto, a plaiboyzada chinfrosa dando cavalinho de pau. Cambada de man. Tambm gosto de acertar as biscatinhas que ficam sentadas nos caps dos carros de mini-saia balanando as perninhas.

Jaime demonstra sua inequvoca paixo por Tati e lvaro, sua incontrolvel curiosidade. Garota atpica, que usa esmalte roxo e professa uma concepo particular de liberdade, ela chega ao apartamento de Jaime descala sem falar na carga sexy que transporta. Isso, certo, os atrai. Pronto, est formado o tringulo.

Crnica do cotidiano escrita sem a tinta da melancolia por uma pena que se inscreve dentro do universo autoral o que representa muito em tempos de indstria cultural , a pea se sustenta em personagens que mandam s favas o restrito crculo do politicamente correto. E ainda possui desfecho pouco ou nada ortodoxo.


DIRIO DAS CRIANAS DO VELHO QUARTEIRO. Texto e direo de Mrio Bortolotto. Com o Grupo Cemitrio de Automveis. No Espao dos Satyros. Praa Roosevelt, 214. Fone (11) 3258-6345. Sextas e sbados, s 24h. R$ 20. At 6/5.


Escrito por Mauro Fernando s 17h03
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O AUTO DO CIRCO





O palhao o ser que, sempre do ponto de vista popular, evidencia o grotesco e o sublime inerentes condio humana uma espcie de espelho da nossa existncia. O teatrlogo italiano Dario Fo assim analisa essa arte: O palhaos sempre falam da mesma coisa, eles falam da fome: fome de comida, fome de sexo, mas tambm fome de dignidade, fome de identidade, fome de poder ...

Os limites psicolgicos e sociais do existir, como anota Mrio Fernando Bolognesi em Palhaos, o livro que resultou de sua tese de livre-docncia defendida na Unesp, se revelam com o riso espontneo que escancara as estreitas fronteiras do social. Quando os palhaos entram no picadeiro, o olhar espetaculoso se desloca objetivamente para a realidade diria da platia.

A aproximao da tradio italiana da commedia dell'arte com a dos clowns ingleses, que aos poucos foram se tornando imprescindveis nos palcos bretes a partir do chamado teatro de moralidade do sculo XVI, deu origem fuso que culminou no clown moderno e circence. Trata-se de trajetria pontuada pela gargalhada, a verdadeira recompensa do palhao, ainda que a passagem do espectador pela bilheteria seja uma necessidade para o artista.

A tal da magia circense, algo que no se descreve com absoluta clareza mas tambm no se submete cegamente ao mpeto da subjetividade, o objeto de O Auto do Circo, produo da Cia. Estvel em cartaz no Centro Cultural So Paulo. Lus Alberto de Abreu e Renata Zhaneta assinam, respectivamente, texto e direo.

A divertida montagem se escora em dois palhaos, o velho Coscoro (Nei Gomes) e o jovem Ximbeva (Jhara), a fim de reconstituir a histria do circo no Brasil por intermdio da histria de uma famlia circense europia que desembarca no Rio de Janeiro no sculo XIX. Decisiva a escolha de dois palhaos para ancorar a pea e, assim, reafirmar a aura mgica circense o clown a alma do circo.

Impasses pessoais, relacionamento familiar que inclui tanto a agregao quanto a desero ao circo , percalos e preconceitos so colocados com o humor e a elegncia que caracterizam os textos de Abreu, sempre carregados de generosa dose de humanidade. A graa comea na chegada dos europeus ao Brasil, que pensam desembarcar na Amrica do Norte, continua na cena em que trs futriqueiras despejam maledicncias sobre os artistas para ento marcarem encontro sob a lona circense e atinge o pice no esquete dos palhaos.

Os nmeros circenses apresentados se condicionam dramaturgia no esto inseridos gratuitamente, como em musical no qual o ator exibe seus dotes vocais at quando seu personagem pede para lhe passarem o saleiro. O espetculo, porm, se ressente de um pouco mais de rijeza dos atores em uma ou outra passagem para que se elimine de vez o risco do fastidioso.


O AUTO DO CIRCO. De Lus Alberto de Abreu. Direo de Renata Zhaneta. Direo circense de Marcelo Milan. Com a Cia Estvel. No Centro Cultural So Paulo. Rua Vergueiro, 1.000, So Paulo, SP. Fone(11) 3277-3611. Teras a quintas, s 21h. R$ 12. At 4/5.


Escrito por Mauro Fernando s 15h11
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H QUALQUER COISA ENTRE NS


Bianca Rinaldi



Em seu quinto ano, o programa de leituras dramticas Dramaturgias, do paulistano Centro Cultural Banco do Brasil, centra fogo em novos autores brasileiros que j apresentam um trabalho consistente. Nesta quarta-feira (26/4), a vez da carioca Daniela Pereira de Carvalho: o texto indito H Qualquer Coisa Entre Ns ganha leitura dirigida por Ricardo Karman. Bianca Rinaldi e Dalton Vigh se encarregam dos personagens, o casal de namorados Olvia e Gabriel.

Autora de Tudo Permitido, texto pelo qual foi indicada ao Prmio Shell de Teatro do Rio de Janeiro no ano passado, Daniela revela que recebeu o convite para participar do Dramaturgias da produo do evento. Alberto Guzik [consultor do projeto] j havia lido Tudo Permitido, uma pea longa com muitos personagens e rubricas. H Qualquer Coisa Entre Ns tem uma abertura maior para o trabalho do diretor e dos atores.

Em uma briga de bar, Gabriel mata sem querer uma pessoa e, para fugir do flagrante policial, resolve fugir com Olvia. Mas tem de convenc-la a acompanh-lo. Quis inverter uma questo apresentada por [Fidor] Dostoivski [1821-1881] em Crime e Castigo, conta a autora. No livro, Rasklnikov acha direito matar mas depois entra em crise. Na pea, Gabriel no sente culpa por ter matado acidentalmente.

H Qualquer Coisa Entre Ns discute amor e individualidade. O livro Amor Lquido Sobre a Fragilidade dos Laos Humanos, de Zygmunt Bauman, que aborda o convvio na sociedade contempornea submetido a determinadas condies, uma fonte de inspirao. A pea fala da dificuldade de criar vnculos durveis, o que afeta a concepo de amor. A afirmao da individualidade, do que melhor para si, acarreta na afirmao da solido. A felicidade virou uma coisa individual. Voc ama o outro at o ponto em que no precisa se sacrificar, o que no necessariamente uma coisa egosta, afirma Daniela.

Ainda no h previso para H Qualquer Coisa Entre Ns pular do papel para o palco. Estamos comeando a captar verba, explica a autora. Mas outro texto seu, No Existem Nveis Seguros para o Consumo Destas Substncias, estria em outubro no Rio, com as globais Liliana Castro e Maria Maya no elenco. Contemplada pelo Prmio Funarte de Teatro Myriam Muniz com R$ 50 mil, a pea ambientada em uma repartio pblica. uma pea mais poltica, sobre a burocracia, um mundo cinzento e cheio de cafena e nicotina, diz.


H QUALQUER COISA ENTRE NS. De Daniela Pereira de Carvalho. Direo de Ricardo Karman. Com Bianca Rinaldi e Dalton Vigh. No Centro Cultural Banco do Brasil. Rua lvares Penteado, 112, So Paulo, SP. Fone (11) 3113-3651. Dia 26/4, s 20h. Entrada franca. (As senhas devem ser retiradas s 19h30, no local.)


Escrito por Mauro Fernando s 19h56
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O FEMININO NA DANA


Sem Voz, sem Sono, sem Vez



Pelos eventos de dana contempornea do Centro Cultural So Paulo Solos, Duos e Trios, Semanas de Dana, O Masculino na Dana, O Feminino na Dana costuma passar a maioria dos intrpretes-criadores que tm relevncia no cenrio paulista. Tenham no cartaz nomes consagrados ou jovens em busca do reconhecimento de crtica e pblico, as temporadas no Centro Cultural revelam trabalhos calcados em pesquisas importantes para o arejamento da linguagem cnica, independentemente de acertos ou equvocos sobre o palco.

Com trs projetos em exibio e dois programados, a bola da vez O Feminino na Dana. Sem Voz, sem Sono, sem Vez procura na pintora mexicana Frida Kahlo (1907-1953) o registro de uma dualidade intensa num mesmo ser. O Mensageiro aborda a mquina que faz do homem seu servidor. Acontecimentos imprevistos, desajustes e funes imprecisas so o objeto de Clulas Satlites.

Vanessa Macedo assina coreografia e direo de Sem Voz, sem Sono, sem Vez ela e Adriana Guidotte entram em cena. A dualidade presente no ser humano expressa sob a bandeira da dana-teatro, com o rigor e a intensidade caractersticos da Borelli Cia. de Dana, que Vanessa integra mas no como reproduo de uma frmula, o que seria condenvel em um projeto de pesquisa de linguagem. O embate entre as duas imagens de um espelho real e virtual em jogo que refuta o senso comum ganha solues criativas como a transferncia de figurino entre as bailarinas.

O Mensageiro uma criao de Estelamare dos Santos, que tem o estudo de dana e mitologia hindus no currculo. Estelamare mostra nesse trabalho pesquisa sobre o aniquilamento simblico da vida, a mquina que subjuga o homem e mitos afro-brasileiros. O problema que tudo isso junto no mesmo caldeiro resulta em montagem de organicidade questionvel e de pouca comunicabilidade.

J em Clulas Satlites (concepo, criao e interpretao de Mara Guerrero) o que no falta comunicao com a platia. Partindo de pesquisa sobre o palhao e, fundamentalmente, do improviso Mara arranca risos com aes propositadamente errneas, com indecises, com interrupes, com o percurso do que est em vias de se completar mas no chega a ser algo. A questo que a arte do palhao mais complexa do que sugerem as brincadeiras improvisadas da intrprete e na linha adotada para esse solo cabe um caminho abarrotado de tudo, at ironicamente dana contempornea.


O FEMININO NA DANA

Espetculos (Quartas a sbados, s 21h, e domingos, s 20h. R$ 5.)
At 7/5:
SEM VOZ, SEM SONO, SEM VEZ. Coreografia e direo de Vanessa Macedo. Com Vanessa Macedo e Adriana Guidotte.
O MENSAGEIRO. Criao e interpretao de Estelamare dos Santos.
CLULAS SATLITES. Concepo, criao e interpretao de Mara Guerrero.
10 a 21/5:
IN SUBORDINADO. Criao e interpretao de Gabriela Christfaro.
ABRIR A PORTA DA CASA. Concepo, direo e interpretao de Carolina Callegaro e Clara Gouva.


Workshops de dana contempornea (Teras a sextas, das 15h s 18h. Inscrio gratuita. 30 vagas.)
25 a 28/4: Vanessa Macedo
2 a 5/5: Mara Guerrero
9 a 12/5: Clara Gouva
16 a 19/5: Gabriela Christfaro

No Centro Cultural So Paulo. Rua Vergueiro, 1.000, So Paulo, SP. Fone (11) 3277-3611.


Escrito por Mauro Fernando s 20h14
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MATEUS E MATEUSA (QORPO-SANTO)


Qorpo-Santo



ATO PRIMEIRO


CENA PRIMEIRA


MATEUS (caminhando em roda da casa; e Mateusa assentada em uma cadeira) Que esto fazendo as meninas, que ainda as no vi hoje?!

MATEUSA (balanando-se) E o senhor que se importa, senhor velho Mateus, com as suas filhas?!

MATEUS (voltando-se para esta) Ora boa esta! A senhora sempre foi, e ser uma (atirando com a perna) no s impertinente, como atrevida!

MATEUSA Ora, veja l, senhor Torto (levantando-se), se estamos no tempo em que o senhor a seu belo prazer me insultava! Agora eu tenho filhos que me ho de vingar!

MATEUS (abraando-a) No; no, minha querida Mateusa; tu bem sabes que isto no passa de impertinncias dos 80. Tem pacincia. Vai-me aturando, que te hei de deixar minha universal herdeira (atirando com uma perna) do reumatismo que o demo do teu av torto meteu-me nesta perna! (Atirando com um brao.) Das inchaes que todas as primaveras arrebentam nestes braos! (Abrindo a camisa.) Das chagas que tua me com seus lbios de vnus imprimiu-me neste peito! E finalmente (arrancando a cabeleira): da calvcie que tu me pregaste, arrancando-me ora os cabelos brancos, ora os pretos, conforme as mulheres com quem eu falava! Se elas (virando-se para o pblico) os tinham pretos, assim que a sujeitinha podia, arrancava-me os brancos, sob o frvolo pretexto de que me namoravam! Se elas os tinham brancos, fazia-me o mesmo, sob ainda o frivolssimo pretexto de que eu as namorava (batendo com as mos e caminhando). E assim ; e assim , que calvo! Calvo, calvo, calvo, calvo, calvo (algum tanto cantando), calv... calv... calv... ... ... !

MATEUSA (pondo as mos na cabea) Meu Deus! Que homem mais mentiroso! Cus! Quem diria que ainda aos 80 este judeu-errante havia de proceder como aos 15, quando roubava frutas do pai!

MATEUS (com fala e voz muito rouquenha) Ora, senhora! Ora, senhora! Quem, quem lhe disse essa asneira?! (Profere estas palavras querendo andar e quase sem poder. este o todo do velho em todos os seus discursos.)

MATEUSA (empurrando-o) Ento para que fala de mim a todas as moas que aqui vm, senhor chino?! Para qu, heim? Se o senhor no fosse mais namorador que um macaco preso a um cepo, certamente no diria... que sou velha, feia e magra! Que sou doente de asma; que tenho uma perna mais curta que a outra; que... que..., finalmente, que j (voltando-se com expresso de terror) no lhe sirvo para os seus fins de (pondo a mo em um olho) de... O senhor bem sabe! (Esfregando com as costas da mo o outro olho com voz de quem chora.) Sim, se eu no fosse desde a minha mais tenra idade um espelho, tipo, ou sombra de vergonha e de acanhamento, eu diria (virando-se para o pblico): j no quer dormir comigo! Feio! (Saindo da sala.) Mau! Velho! Rabugento! Tambm no te quero mais, fedorento!

MATEUS Mas (voltando-se para o fundo) e as meninas, onde esto!? Onde ? Onde? (Puxa a cabeleira.) Pdra! Catarina! Silvestra! (Escuta um pouco.) Nenhuma aparece! Cruis! Fariam o mesmo que a me!? Fugiriam de mim!? Coitado! Pobre de quem velho! As mulheres fogem, e as filhas desaparecem!


Escrito por Mauro Fernando s 13h07
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