ROTUNDA


O NOVIÇO (MARTINS PENA)


Martins Pena



ATO PRIMEIRO


Sala ricamente adornada; mesa, consolos, mangas de vidro, jarras com flores, cortinas, etc., etc. No fundo, prta de saída, uma janela, etc., etc.


AMBRÓSIO, só, de calça preta e chambre – No mundo a fortuna é para quem sabe adquiri-la. Pintam-na cega... Que simplicidade! Cego é aquele que não tem inteligência para vê-la e a alcançar. Todo o homem pode ser rico, se atinar com o verdadeiro caminho da fortuna. Vontade forte, perseverança e pertinácia são poderosos auxiliares. Qual o homem que, resolvido a empregar todos os meios, não consegue enriquecer-se? Em mim se vê o exemplo. Há oito anos, era eu pobre e miserável, e hoje sou rico, e mais ainda serei. O como não importa; no bom resultado está o mérito... Mas um dia pode tudo mudar. Oh, que temo eu? Se em algum tempo tiver de responder pelos meus atos, o ouro justificar-me-á e serei limpo de culpa. As leis criminais fizeram-se para os pobres...


Escrito por Mauro Fernando s 19h44
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HOJE SOU UM; E AMANHÃ OUTRO (QORPO-SANTO)


Qorpo-Santo



ATO PRIMEIRO


CENA PRIMEIRA


O REI (para o ministro) – Já deste as providências que te recomendei ontem sobre os indigitados para a nova conspiração que contra mim se forja?

MINISTRO – Não me foi possível, senhor, pôr em prática vossas ordens.

O REI – Ludibrias das ordens de teu rei? Não sabes que te posso punir, com uma demissão, com baixa das honras e até com a prisão!?

MINISTRO – Se eu referir a Vossa Majestade as razões ponderosas que tive para assim proceder, estou certo, e mais que certo, que Vossa Majestade não hesitará em perdoar-me essa que julga uma grave falta; mas, em verdade, não passa de ilusão em Vossa Majestade.

O REI – Ilusão! Quando deixas de cumprir ordens minhas?

MINISTRO – Pois bem, já que Vossa Majestade o ignora, eu lhe vou cientificar das coisas que me obrigaram a assim proceder.

O REI – Pois bem, refere-as; e muito estimarei que me convençam e persuadam de que assim devemos proceder.

MINISTRO – Primeiramente, saiba Vossa Majestade de uma grande descoberta no Império do Brasil, e que s tem espalhado por todo o mundo cristão, e mesmo não cristão! Direi mesmo, por todos os entres da espécie humana!

O REI (muito admirado) – Oh! Dizei, falai! Que descobriram, é erro!?

MINISTRO – É coisa tão simples quanto verdadeira. 1ª) Que os nossos corpos não são mais que os invólucros de espíritos, ora de uns, ora de outros; que o que hoje é rei como Vossa Majestade ontem não passava de um criado, ou vassalo meu, mesmo porque senti em meu corpo o vosso espírito e convenci-me, por esse fato, ser então eu o verdadeiro rei, e vós o meu ministro! Pelo procedimento do povo e desses a quem Vossa Majestade chama conspiradores, persuadi-me do que acabo de ponderar a Vossa Majestade. 2ª) Que pelas observações filosóficas, este fato é tão verídico, que milhares de vezes vemos uma criança falar como um general; e este como uma criança. Vemos por exemplo um indivíduo colocado no cargo de presidente de uma província, velho, carregado de serviços, com títulos, dignidades e mesmo exercendo outros empregos de alta importância, ter medo, senhor; não poder abrir a boca diante de um homem considerado talvez pelo povo, sem um emprego pessoal, sem mulher, talvez mesmo sem o necessário para todas as suas despesas, finalmente um corpo habitado por uma alma. Que quer dizer isto, senhor? Que esse sobrecarregado de cargo e dignidades humanas é zero perante este protegido ou bafejado das dignas leis Divinas. Eu, pois, ontem estava tão acima de Vossa Majestade, porque sentia em mim o dever de cumprir uma missão Divina, que me era impossível cumprir ordens humanas. Podereis fazer agora o que quiserdes!

O REI – Estou pasmo com a revelação que acabo de ouvir. Se isto se verifica, estou perdido!


Escrito por Mauro Fernando s 18h16
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NA PELE DE JOSEF K

 

 

 

Josek K obtm um emprego, e o processo de admisso revela diversas surpresas. H um mundo de situaes e personagens inslitas, ele recebe a notcia da prpria
morte, perde-se em um labirinto de informaes fragmentadas e de verses diferentes de um mesmo fato, acontece um crime. Produo da Cia. de Teatro em Quadrinhos dirigida por Beth Lopes, Na Pele de Josef K estria nesta sexta-feira (12/5) no Teatro Fbrica So Paulo. Lus Cabral assina o texto.

Beth revela que a inspirao para essa comdia vem do trabalho do escritor Franz Kafka (1883-1924), autor das obras-primas A Metamorfose e O Processo: As situaes absurdas se assemelham ao universo kafkiano. Josef K um auxiliar contbil, possivelmente competente, que sofre as presses referentes condio de desempregado. Quando consegue um emprego, encontram em sua ficha um carimbo que diz que ele est morto. A pea uma brincadeira com a burocracia, um entrave para o desenvolvimento pessoal na sociedade.

Numa atmosfera non sense, Josef K se encontra na firma a mesma que o havia despedido e o readmitiu com o carimbador, com o gerente geral, com a secretria. O assassinato o do prprio Josef K. A partir da comea um julgamento. Cada personagem tem sua histria, e uma delas a culpada. H pistas deixadas para que o espectador banque o detetive, afirma a diretora.

Os quatro atores (Aura Cunha, Eduardo Mossri, Leonardo Moreira e Maria Helena Chira) interpretam todas as personagens e alternam representao e narrao. Falam delas mesmas e contam o que acontece com as outras personagens, diz Beth. Isso no pode confundir o pblico? Pode, mas procuramos fazer com que no
confunda: h recursos como os figurinos, os ganchos do texto, as aes caractersticas e as movimentaes especficas das personagens, que tm identidade clara.


NA PELE DE JOSEF K. De Lus Cabral. Direo de Beth Lopes. Com a Cia. de Teatro em Quadrinhos. No Teatro Fbrica So Paulo. Rua da Consolao, 1.623, So Paulo, SP. Fone (11) 3255-5922. Sextas e sbados, s 21h30, e domingos, s 20h30. R$ 20. At 4/6.



Escrito por Mauro Fernando s 12h48
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CULTURA INGLESA FESTIVAL

 

 

 

A programao do 10 Cultura Inglesa Festival engloba seis linguagens artsticas (artes visuais, cinema digital, dana, msica pop, teatro adulto e teatro infantil), abrange 19 cidades dos Estados de So Paulo e do Paran e se estende at 6/6. Ns, Elas e Eu o primeiro dos trs espetculos de dana a entrar em cartaz produo do Grupo Dana Povera, estria nesta sexta-feira (12/5) no Centro Britnico Brasileiro, em So Paulo.

Recebemos 45 projetos de dana, conta o coordenador de produo do festival, Laerte Mello. A comisso formada por Ins Boga, Karla Dunder e Renata Melo se
encarregou da seleo. Os trs (A P Walking the Line e Relevo so os demais) buscam inspirao no artista plstico ingls Richard Long. uma coincidncia, diz Mello. legal ver como um artista inspira espetculos esteticamente bem diferentes, ver como as artes visuais do diversas leituras para a mesma obra.

Cada grupo recebeu R$ 24 mil para montar um espetculo indito. A idia estimular artistas jovens, mas se o prmio abarca gente j conhecida sinal de que ele
bom, afirma Mello. Os trabalhos cumprem trs apresentaes e depois ficam livres para seguir carreira. O festival um trampolim. Por exemplo: Grgulas [da Borelli Cia. de Dana] viajou bastante e Adiana Grecchi foi premiada pela APCA [Associao Paulista de Crticos de Artes, por Por que Nunca me Tornei um/a Danarino/a].

Long ganhou projeo internacional na dcada de 1970 por fazer esculturas com materiais coletados durante longas caminhadas na frica e em pases como Austrlia, Canad, Japo e Sua. A base de seu trabalho est na utilizao de galhos de rvores, pedaos de madeira e pedras para a confeco de obras de carter contemplativo ao ar livre, a maioria em formas circulares.

Ns, Elas e Eu se debrua sobre os percursos particulares de trs bailarinos (Gabriela Gonalves, Lara Pinheiro e Fernando Rocha). Dividida em trs atos, a montagem demonstra a singularidade de cada uma das trajetrias. A conexo com a obra de Long est na valorizao do processo de caminhar e viver a experincia individual de cada percurso.

A P Walking the Line o espetculo concebido e dirigido por Key Sawao que investiga a influncia do tempo e dos elementos encontrados no ambiente no trabalho de Long. A coreografia procura mostrar como a passagem do tempo andar, observar, refletir, coletar materiais fundamental para a ao criativa do artista plstico.

Revelo, da Confraria da Dana, concentra-se no carter contemplativo da obra de Long e prope ao espectador um olhar sobre si mesmo por meio do retorno terra convida reflexo sobre a interferncia do ser humano no planeta. Ao realizar caminhadas no brasileirssimo cerrado, o grupo traou um paralelo prtica do artista britnico.


12 a 14/5:
NS, ELAS E EU. Direo e concepo de Lara Pinheiro. Criao e interpretao de Fernando Rocha, Gabriela Gonalves e Lara Pinheiro.

19 a 21/5:
A P WALKING THE LINE. Concepo e direo de Key Sawao. Criao e interpretao de Key Sawao e Ricardo Iazzetta.

26 a 28/5:
RELEVO. Concepo de Diane Ichimaru e Marcelo Rodrigues. Criao e interpretao de Marcelo Rodrigues. Direo artstica de Diane Ichimaru.


No Centro Britnico Brasileiro. Rua Deputado Lacerda Franco, 333, So Paulo, SP. Fone (11) 3032-4888. Sextas e sbados, s 21h, e domingos, s 19h. Ingresso: um livro usado.



Escrito por Mauro Fernando s 12h43
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MEMRIA DAS COISAS

 

 

 

O iracundo zelador de teatro Bocarro voltou. Personagem de Mastecl Tratado Geral da Comdia, montagem de 2001 da Fraternal Cia. de Arte e Malas-Artes, Bocarro d as boas-vindas ao pblico de Memria das Coisas, a pea do grupo que estria neste sbado (13/5) no Teatro Fbrica So Paulo. Engraado mesmo sem sab-lo, logo avisa: Coordenarei o espetculo e interferirei quando julgar necessrio! Bom divertimento! Nem mais que o necessrio para no transformar a pea numa balbrbia, nem menos que para no frustrar os atores!.

Memria das Coisas comea na sala 1 do teatro. Bocarro conduz os espectadores para o pavimento inferior, onde as cadeiras dispostas em semi-crculo os esperam. a primeira montagem da companhia que no foi concebida para palco italiano. Dizem que o teatro contemporneo exige espao pouco convencional, mais sensorial, um espao de relaes novas entre pblico e espetculo, onde o pblico, vocs, sejam sacudidos, entendem?, da relao estvel e passiva do espetculo comum! Uma interao mais efetiva entre o palco e a platia, entendem?, justifica.

Trata-se da montagem mais experimental da companhia, fundada em 1993 em razo do projeto Comdia Popular Brasileira, cujos mentores so o dramaturgo Lus Alberto de Abreu e o diretor Ednaldo Freire e que tem como base a cultura popular. A trupe mergulha mais fundo em sua pesquisa sobre a narrativa pica. H um aprofundamento no teatro pico, confirma Abreu.

No prlogo, Bocarro dispara com seu engraadssimo mau humor : Isso aqui (...) um espetculo narrativo, cuja realizao impossvel se no contar com a imaginao do pblico. Por isso, comprometam-se, desde j, a imaginar tudo que os narradores da Fraternal [Aiman Hammoud, Edgar Campos, Luti Angelelli e Mirtes Nogueira] sugerirem. Isso significa a presena de personagens narradores que promovam uma ampliao do repertrio de imagens dos espectadores, proporcionando-lhes mais possibilidades de elevar a emoo ao racionnio, antecipou o Rotunda em texto publicado em 19/2.

Alm disso, o grupo quase abandona completamente a comdia, como diz Abreu. Bocarro (Edgar Campos) o contraponto cmico dessa pea caracterizada pela
fragmentao dramatrgica. Ele se incumbe de organizar o cruzamento dos personagens que povoam a memria do Homem (Aiman Hammoud) com os que pertencem memria do Arco do Presdio Tiradentes as coisas, pelo valores simblicos que carregam, suscitam lembranas. Ao se deparar com esse monumento localizado na Avenida Tiradentes, em So Paulo, o Homem, pessoa comum na faixa dos 50 anos, subitamente atacado por imagens.


[Mais informaes abaixo.]



Escrito por Mauro Fernando s 12h36
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MEMRIA DAS COISAS

 

 

 

Memrias das Coisas pode provocar no espectador a impresso de que o Homem ou Bocarro ou o Arco o protagonista. O dramaturgo Lus Alberto de Abreu crava
a primeira alternativa, embora explique que no gnero pico o protagonista tem menos importncia que no dramtico e que cabe a Bocarro alinhavar as unidades de ao independentes que existem na pea.

So vrias histrias nas quais irrompem personagens como Mulher, Amolador, Carcereiro, Prisioneira e Pintor (sados do Arco) e Eva e Vizinho (trazidas pelo Homem), alm do Fantasma e de dois clowns, o Cnico e o Tolo. As personagens do Arco no fazem parte da memria do Homem, mas de alguma forma todos se encontram a fim de levantar a questo principal do espetculo.

O Homem chegou aos 50 anos e, nas palavras do Fantasma, trocou a grande aventura da vida pelo ramerro do dia-a-dia, desculpando a si mesmo por cada omisso, justificando cada pequena vileza e, esquecido de tantos tesouros, acumulou como avarento cada pequena moeda que lhe caa nas mos. Abreu refere-se
a quem poderia ter sido algo mas no quis ser, enterrou os sonhos em nome do pragmatismo: um cnico, no um tolo.

O dramaturgo parte do pressuposto de que o homem de 50 tem mais poder que o jovem. Aos 50 anos, o homem j consegue obter posies de mando, seja como diretor de escola, delegado, gerente de empresa, pai de famlia, afirma. uma crtica a toda gerao, a quem aos 50 comea a usufruir do poder e no deixa nada para as geraes futuras. Continuar lutando uma obrigao.

lcito ao pblico centrar o foco no mundo poltico atual, ainda que o autor no entregue a crtica somente nesse endereo. O homem maduro que trai as crenas de sua juventude ainda ter de prestar contas a seus fantasmas exatamente como em Memria das Coisas. Essa condenao das pessoas que se omitem, que se ocultam, que dizem 'o mundo est a, no posso fazer nada', por sinal, confirma a postura profundamente humanista de Abreu.


MEMRIA DAS COISAS. De Lus Alberto de Abreu. Direo de Ednaldo Freire. Com a Fraternal Cia. de Arte e Malas-Artes. No Teatro Fbrica So Paulo. Rua da Consolao, 1.623, So Paulo, SP. Fone (11) 3255-5922. Sbados, s 19h, e domingos, s 18h. R$ 20. At 1/10.



Escrito por Mauro Fernando s 12h29
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