ROTUNDA


HOJE SOU UM; E AMANH OUTRO (QORPO-SANTO)


Qorpo-Santo



ATO PRIMEIRO


CENA PRIMEIRA


O REI (para o ministro) J deste as providncias que te recomendei ontem sobre os indigitados para a nova conspirao que contra mim se forja?

MINISTRO No me foi possvel, senhor, pr em prtica vossas ordens.

O REI Ludibrias das ordens de teu rei? No sabes que te posso punir, com uma demisso, com baixa das honras e at com a priso!?

MINISTRO Se eu referir a Vossa Majestade as razes ponderosas que tive para assim proceder, estou certo, e mais que certo, que Vossa Majestade no hesitar em perdoar-me essa que julga uma grave falta; mas, em verdade, no passa de iluso em Vossa Majestade.

O REI Iluso! Quando deixas de cumprir ordens minhas?

MINISTRO Pois bem, j que Vossa Majestade o ignora, eu lhe vou cientificar das coisas que me obrigaram a assim proceder.

O REI Pois bem, refere-as; e muito estimarei que me convenam e persuadam de que assim devemos proceder.

MINISTRO Primeiramente, saiba Vossa Majestade de uma grande descoberta no Imprio do Brasil, e que s tem espalhado por todo o mundo cristo, e mesmo no cristo! Direi mesmo, por todos os entres da espcie humana!

O REI (muito admirado) Oh! Dizei, falai! Que descobriram, erro!?

MINISTRO coisa to simples quanto verdadeira. 1) Que os nossos corpos no so mais que os invlucros de espritos, ora de uns, ora de outros; que o que hoje rei como Vossa Majestade ontem no passava de um criado, ou vassalo meu, mesmo porque senti em meu corpo o vosso esprito e convenci-me, por esse fato, ser ento eu o verdadeiro rei, e vs o meu ministro! Pelo procedimento do povo e desses a quem Vossa Majestade chama conspiradores, persuadi-me do que acabo de ponderar a Vossa Majestade. 2) Que pelas observaes filosficas, este fato to verdico, que milhares de vezes vemos uma criana falar como um general; e este como uma criana. Vemos por exemplo um indivduo colocado no cargo de presidente de uma provncia, velho, carregado de servios, com ttulos, dignidades e mesmo exercendo outros empregos de alta importncia, ter medo, senhor; no poder abrir a boca diante de um homem considerado talvez pelo povo, sem um emprego pessoal, sem mulher, talvez mesmo sem o necessrio para todas as suas despesas, finalmente um corpo habitado por uma alma. Que quer dizer isto, senhor? Que esse sobrecarregado de cargo e dignidades humanas zero perante este protegido ou bafejado das dignas leis Divinas. Eu, pois, ontem estava to acima de Vossa Majestade, porque sentia em mim o dever de cumprir uma misso Divina, que me era impossvel cumprir ordens humanas. Podereis fazer agora o que quiserdes!

O REI Estou pasmo com a revelao que acabo de ouvir. Se isto se verifica, estou perdido!


Escrito por Mauro Fernando s 17h23
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OS SERTES - A LUTA II - O DESMASSACRE





"Canudos no se rendeu. Exemplo nico em toda a Histria, resistiu at ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na preciso integral do termo, caiu no dia 5 [de outubro de 1897], ao entardecer, quando caram os seus ltimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criana, na frente dos quais rugiam raivosamente cinco mil soldados." Assim o escritor e jornalista Euclides da Cunha (1866-1909) descreve, nas derradeiras pginas de Os Sertes, o fim de Canudos.

A Luta II - O Desmassacre, a ltima parte da adaptao teatral que o Teatro Oficina Uzyna Uzona (dirigido por Jos Celso Martinez Corra) faz de Os Sertes, estreou em 19/5 no Teatro Oficina, em So Paulo. Um musical brasileiro, a montagem aborda a quarta expedio militar enviada pelo Exrcito a Canudos, a que destruiu a vila e dizimou os sertanejos. "O modo como Euclides v a guerra um dos momentos mais fortes e poticos do livro", afirma o ator Marcelo Drummond, que interpreta o escritor e jornalista.

A montagem no prope um ritual de repetio do massacre perpetrado contra os sertanejos, seguidores de Antnio Conselheiro - sugere antes o expurgo de um episdio histrico que deixou cicatrizes na vida poltico-social brasileira. E inexiste uma viso pessimista, conclui o ator: "Ao contrrio. A Luta II termina com uma valsa. A derrota [de Canudos] representa para a Histria do Brasil a excluso [social] que existe at hoje".

Em que medida a potica particular do Oficna se encontra com o escritor? "Procuramos manter as imagens, o modo de escrever de Euclides, o regionalismo. Cenicamente, a multido que faz o espetculo [69 artistas, incluindoi os msicos] d uma cara para ele. H muita energia, movimentao, sons. um musical, antes de tudo. Continuam as solues cnicas que havia [nas quatro primeiras partes de Os Sertes], com algumas novidades do [cengrafo] Osvaldo Gabrieli." De uma maneira geral, h os ingredientes usuais do grupo, "coisas engraadas e pesadas, nas quais nos aprofundamos".

H analogias com o Brasil de hoje? "Existe uma guerra cada vez menos velada, que no pode ser resolvida, s se for com um massacre, como fizeram em Canudos. Conselheiro foi tratado como chefe de um bando, mas na verdade Canudos era uma sociedade igualitria e organizada, que conseguia sobreviver misria por meio da unio [entre as pessoas]. Conseguiu ser mais marxista que Karl Marx."

Alm disso, h a contenda entre o Teatro Oficina e o shopping center que o Grupo Silvio Santos construir ao lado dele, uma briga entre um projeto artstico e um comercial, "o que um teatro de estdio com uma universidade de cultura popular brasielira e o que marketing, um lugar de vendas". "So duas vises diferentes", continua Drummond: "O bairro [Bixiga] quer fazer o shopping, quer subir de classe [social]. Nosso projeto no para o bairro, uma viso de mundo que no mercantilista. A vida pode ser mais que isso".

Para o ator, shopping center significa "um lugar de marcas que s uma classe pode freqentar, um gueto com seguranas". "Um bairro mais limpo no depende de um shopping, mas de um governo competente, de uma administrao que saiba investir." Drummond ainda ataca a padronizao cultural espelhada na programao publicada nos veculos de comunicao: "Em um shopping h os mesmos cinemas que em outros, passando os mesmos filmes. A vida tem coisas mais interessantes que shows de ax music e sertanejo".

A temporada de A Luta - Parte II sofre uma interrupo porque Drummond e Z Celso tm compromissos na Alemanha. "O Z vai dirigir uma leitura de O Rei da Vela [de Oswald de Andrade] com atores alemes no [teatro] Volksbhne e eu levo, como diretor, O Assalto [pea de Jos Vicente] ", conta o ator. Os planos do Oficina para o segundo semestre incluem a encenao completa de Os Serts (A Terra, as duas partes de O Homem e as duas de A Luta).


OS SERTES - A LUTA II - O DESMASSACRE. De Euclides da Cunha. Dramaturgia e direo de Jos Celso Martinez Corra. Com o Teatro Oficina Uzyna Uzona. No Teatro Oficina. Rua Jaceguai, 520, So Paulo, SP. Fone (11) 3106-2818. Sextas a domingos, s 18h. R$ 30. At 28/5. (O espetculo volta ao cartaz em 8/6, permanecendo at 2/7.)


Escrito por Mauro Fernando s 16h21
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Trao comportamental inerente nossa poca, a exacerbao do individualismo motivou o ator Celso Frateschi e o diretor Roberto Lage a montar Ricardo III, drama histrico de William Shakespeare. A pea estreou em 18/3, no recm-reformado gora Teatro, em So Paulo. O texto foi escrito na transio da Idade Mdia para o Renascimento, momento em que se colocou a questo do individualismo. Essa questo no se resolveu atravs dos tempos, afirma Lage. Por meio da trajetria do monarca ingls Ricardo III, o gora quer discutir a falta de escrpulos como ferramenta para a permanncia no poder e a obteno de benefcios particulares.

O espetculo no prope a resoluo da questo do excesso de individualismo, diz Lage. No fazemos teatro catequtico, no h julgamento moral. Tampouco existe a preocupao em firmar conexes com o Brasil atual: Vivemos um momento de transio de valores e de perda de padres ticos, no qual as coisas ficam nebulosas e difceis de serem julgadas reclamamos do mensalo, mas quem de ns no sonega imposto? , semelhante quele em que Shakespeare escreveu. Agora chegamos quase a uma situao limite. Mas nossa abordagem a do homem poltico, no a do homem partidrio. No h como, levianamente, estabelecer uma ligao direta, arremata Frateschi.

Logo aps o fim da Guerra das Duas Rosas, quando as casas de Lancaster e de York travaram uma disputa sangrenta pelo poder na Inglaterra, Eduardo (Plinio Soares) fica com o trono. Seu irmo Ricardo (Celso Frateschi) ambiciona o posto de primeiro mandatrio da nao. Como o stimo na linha sucessria, escolhe aliados de ocasio e arquiteta uma escalada golpista que acaba por lev-lo ao trono.

Ordena o assassinato de seu irmo Clarence (Paulo Vasconcelos) e seduz Anna (Isabel Teixeira), cujos marido e sogro matara durante o conflito entre os cls. Comemora a morte de seu irmo, o rei Eduardo, e consegue afastar a rainha Elizabeth (Renata Zhaneta). Manda assassinar seus sobrinhos, que por direito herdariam a coroa, e trata de eliminar todos que se colocam em seu caminho.

Frateschi conta que comeou a trabalhar na adaptao do texto em 2000, mas teve de adiar o projeto quando foi para a Secretaria Municipal de Cultura de So Paulo (primeiro como diretor do Departamento de Teatro e depois como secretrio). Sem dvida, Ricardo III fala muito sobre a nossa poca, mas no por uma coisa conjuntural, e sim estruturalmente. Shakespeare conseguiu formular arqutipos vivos at hoje, afirma.

Na pea, a tica individual caracterizada por ir s ltimas conseqncias para obter o que se ambiciona est no centro da discusso. Estamos num momento em que h um esgotamento de valores ticos que foram teis para o avano da Humanidade. Motor da Histria por muito tempo, o individualismo hoje no faz mais sentido, apesar de ainda hegemnico, diz o ator. Isso mostrado dentro de uma perspectiva potica, no sentido de fornecer ao espectador os subsdios necessrios para que ele se envolva, se emocione e reflita sobre a utilidade da obra de arte para alm do prazer de assistir a um espetculo.


RICARDO III. De William Shakespeare. Adaptao de Celso Frateschi. Direo de Roberto Lage. Com Celso Frateschi, Ricardo Homuth, Renata Zhaneta, Plinio Soares, Angelo Brandini, Paulo Vasconcelos, Isabel Teixeira, Andr Frateschi, Anahi Rubin, Flavia Milioni, Hermes Baroli, Rosana Judkowitch. No Agora Teatro. Rua Rui Barbosa, 672, So Paulo, SP. Fone (11) 3284-0290. Quintas a sbados, s 21h, e domingos, s 19h. R$ 40. At 27/8.


Escrito por Mauro Fernando s 16h11
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MOSTRA DE REFERNCIAS TEATRAIS

Suzano, na Grande So Paulo, ganhou em 17/5 a Mostra de Referncias Teatrais, evento de porte considervel at para uma grande capital conta com grupos como Espanca!, Feijo, Folias, Fraternal, Parlapates e Satyros. Organizada pela Secretaria de Cultura do municpio, a programao chega ao fim neste domingo (4/6) e encampa 22 espetculos, incluindo infantis e de rua, alguns laureados pela APCA (Associao Paulista de Crticos de Artes) e pelo Prmio Shell de Teatro.

Procuramos trazer companhias que primam pela excelncia do trabalho, destaca Dudu de Oliveira, organizador do evento ao lado de Ceiton Pereira. Eles se refere s trupes cuja principal caracterstica o trabalho de pesquisa continuado. A programao no faz concesses quele tipo de espetculo que tm como chamariz astros globais. Estamos mostrando uma outra coisa. A funo do poder pblico mostrar o que no est no mercado, outras possibilidades de fazer teatro.

Oliveira conta que no ano passado a Mostra a organizao buscou Cemitrio de Automveis e So Jorge de Variedades, entre outros grupos agregou outras linguagens: Houve trabalhos de cultura popular, como os de catira e congada. Agora o momento dessas linguagens ganharem mostra prpria ao longo do ano. Em 2005 tambm se apresentaram grupos da cidade, o que no ocorre neste ano.


Programao

1/6, 20h
Corpos Partidos, com Juliana Moraes e Marina Caron

*2/6, 20h
Esperando Godot e Respirao, com a Cia. Nova de Teatro Moderno

*3/6, 15h
Algum Lugar Fora do Mundo, com a Cia. Corpos Nmades

**3/6, 16h
A Rua um Rio, com Tablado de Arruar

*3/6, 20h
Nossa Casa de Bonecas, com o Teatro de Narradores

*4/6, 15h
Trecos e Truques, com a Cia. Letras em Cena

*4/6, 19h
Fuga da Mosca, com P.U.L.T.S. Teatro Coreogrfico


*No Galpo das Artes. Rua 9 de Julho, 267, Suzano, SP. Fone (11) 4747-4180.
** Na Praa Joo Pessoa, Suzano, SP.
Entrada franca. (Retirar convites com uma hora de antecedncia. Solicita-se a doao de um agasalho.)


Escrito por Mauro Fernando s 16h05
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