LUIS FERRON
 Imagens
“A dança sempre foi muito natural na minha vida”, conta o coreógrafo paulistano Luis Ferron. “Quando criança, eu era o showman da família, não parava de dançar, fazia pocket shows e performances para os amigos.” Aos 43 anos, 24 dedicados profissionalmente ao palco, Ferron revela que passou a freqüentar academias quando começou a namorar uma bailarina em São Bernardo do Campo e que tem vários projetos a concretizar. “Ainda não trabalhei com a obesidade mórbida”, diz. “Nem com o além-túmulo.” Risadas.
O exemplo mais próximo é a estréia de Zaratustra no dia 26/8, no Teatro Clara Nunes, em Diadema. Montagem do grupo Mão na Roda – projeto que envolve portadores de necessidades especiais ligado à Cia. de Danças de Diadema, do qual Ferron é coordenador e diretor artístico desde 2000 –, Zaratustra teve pré-estréia em junho e retorna ao tablado finalizada. Sétimo trabalho coreográfico do grupo, sucede Imagens, de 2004.
Desmundos é o projeto aprovado pela comissão de seleção do programa Rumos Dança 2006/2007, do Itaú Cultural. Baseado nas obras do pintor expressionista Otto Dix (1891-1969) e do filósofo Friedrich Nietzsche (1844-1900), deve estrear em março do próximo ano e versa sobre “o rompimento do homem com paradigmas”.
Dois bailarinos deficientes que trabalham com Ferron no Mão na Roda, Hélio Feitosa e Mufid Hauach, estão envolvidos em Desmundos. “Nunca aponto defeitos nos portadores de deficiência, mas nos andantes. De que deformidades estamos falando, das que vemos ou das que escondemos?”, questiona. A coreografia, então, trabalha com o “diálogo entre deformidades”. Um andante se juntará a Feitosa e Hauach no palco – o diretor de teatro Kléber di Lázzare também se integrará à montagem.
Ferron também prepara um espetáculo com o grupo de dança do Instituto de Artes da Unesp, do qual é diretor artístico. "A coreografia ainda não tem nome. Há um paralelo com o assunto de Zaratustra [a obra de Nietzsche, em especial Assim falou Zaratustra]. Na Unesp tenho corpos não de bailarinos, mas de artistas disponíveis para a arte." As diferenças? "O movimento tem outra característica, e conseqüentemente, a relação com o tempo e a estruturação cênica."
Ferron se declara um “andarilho da dança”: “Comecei fazendo jazz dance, estudei com, entre outros, Toshie Kobayashi e Joel Borges, passei pelos grupos Raça e Uirapuru, peguei formação básica no [Teatro Escola] Macunaíma, fundei o [Núcleo] Omstrab com Fernando Lee”. E não pára por aqui. “Trabalhei com Gisela Rocha, Cristiane Paoli-Quito, Adriana Grecchi, fiz shows na noite com Abelardo Figueirredo. Em 2003 entrei na Faenac [Faculdade Editora Nacional] para estudar Pedagogia, o que fortalece meu ferramental [de arte-educador].”
À experiência como coordenador pedagógico da Escola Livre de Dança, mantida pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer de Santo André, em 2004, soma-se a proposta de “quebra de paradigmas no ensino do balé clássico numa escola privada, o Studio Márcia Belarmino, de Suzano”. “Estou me preocupando com a formação de indivíduos pensantes e com habilidades técnicas”, afirma.
[Mais informações abaixo.]
Escrito por Mauro Fernando às 19h01
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
LUIS FERRON
 Imagens
O coreógrafo Luis Ferron ingressou no Mão na Roda por meio de convite de Ivonice Satie, então diretora geral da Cia. De Danças de Diadema, à qual o projeto está ligado. “Fiz uma oficina com Alito Alessi, fundador da Joint Forces Dance Co. & DanceAbility, na USP a que ela assistiu”, revela. Baseada nos Estados Unidos, a Joint Forces incentiva a evolução de portadores de deficiências especiais na dança.
O trabalho não é fácil, mas “há o apoio da comunidade [de Diadema] e, sobretudo, o empenho deles [portadores de deficiência] em aprender”. “Considero a dança um patrimônio da humanidade, ela é de todos. Gosto da poética de cada corpo, de corpos que me desafiem a descobrir procedimentos que os façam dançar. Quando comecei a criar [espetáculos] mais seriamente, já não queria bailarinos com códigos no corpo, com a cabeça cristalizada num discurso corporal”, afirma.
O combate à segregação e à intolerância é um dos lemas do trabalho do Mão na Roda, formado não só como projeto artístico, mas também como instrumento de ação social. “Fortalece a auto-estima e a noção de identidade dos portadores de deficiência. E comunica que há potencialidades a ser desenvolvidas. É um progresso para a sociedade ver figuras como eles dizendo ‘Eu existo’. Almejo um mundo melhor, transformar a sociedade enquanto artista e pessoa. Tenho um instinto rebelde que me provoca isso”, diz.
Escrito por Mauro Fernando às 18h45
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
CICLO DE PALESTRAS EM TORNO DE GORKI E BRECHT e A MÃE
 A Mãe
Com o ciclo de palestras Em Torno de Gorki e Brecht, no Teatro Fábrica São Paulo, o Núcleo 2 da Cia. Fábrica São Paulo abre para o público o processo de criação da peça A Mãe, que Bertolt Brecht (1898-1956) escreveu apoiado no romance de mesmo nome de Máximo Gorki (1868-1936). A data de início do ciclo, segunda-feira (14/8), coincide com o cinqüentenário de morte de Brecht. Dirigido por Sérgio Audi, o espetáculo estréia em 1°/9.
As palestras têm entrada franca e integram o projeto da montagem, que tem o patrocínio do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo. Falarão o historiador Luciano Onça, o músico Felipe Soares, a chefe do Departamento de Letras Orientais da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP, Arlete Cavaliere, e a pesquisadora Iná Camargo Costa. “O ciclo faz parte da pesquisa do grupo”, conta Audi.
Nascida em 1983, a companhia abriu seu segundo núcleo há três anos. “A pesquisa do Núcleo 2 [entitulada As Formas do Teatro Social] está ligada ao desvendar no palco as relações humanas e sociais implícitas nos textos. Estudamos ferramentas teóricas para firmar um diálogo entre a cultura universal e a nossa realidade, os problemas e as necessidades da sociedade brasileira de hoje”, afirma o diretor.
A Mãe, então, é uma obra emblemática para a pesquisa do grupo: “Gorki é um autor realista, que retratou o surgimento da classe operária, um segmento não retratado por outros realistas”. O livro e a peça são baseados numa história verídica, a de Pelagea Vlassova, uma viúva que vê seu filho Pavel participar do movimento revolucionário russo de 1905, uma espécie de ensaio geral para a Revolução Russa de 1917 que levou os bolcheviques liderados por Vladimir Lênin ao poder.
“Ofuscado pelo fracasso do projeto soviético, esse é um dos momentos mais significativos do século XX. Representa a possibilidade da emancipação frente ao capitalismo numa situação de forte opressão na Rússia feudal. O mundo hoje é outro, mas queremos mostrar o quanto estamos distantes [ou próximos] desse momento e fazer uma reflexão sobre ele”, diz Audi.
“A mãe se envolve no movimento com a intenção de proteger o filho, mas acaba passando por um processo de conscientização. Entendida a motivação revolucionária, ela admite que o filho participe do movimento e também se engaja. O que nos interessa nesse trabalho é o processo humano nessa trajetória individual”, afirma o diretor. Os nove atores interpretam mais de 30 personagens, com exceção de Denise Courtouké, que fica com Pelagea – Robson Alfieri faz Pavel, além de outros papéis.
O espaço cênico é o da arena: “É um formato anti-ilusionista, bastante brechtiano e que mostra o mecanismo do teatro. O [ensaísta, escritor e tradutor] Roberto Schwarz diz que a atualidade de Brecht está nas perguntas que ele levanta, não nas respostas que ele aponta. Queremos olhar para uma realidade que tem conexão com a nossa”.
CICLO DE PALESTRAS EM TORNO DE GORKI E BRECHT (Entrada franca.) 14/8, 20h: O Panorama Histórico da Rússia Pré-Revolucionária (Luciano Onça) 21/8, 20h: A música de Hanns Eisler: uma Breve Escuta (Felipe Soares) 28/8, 20h: A Estética de Meyerhold: o Grotesco e o Realismo Musical (Arlete Cavaliere) 6/9, 20h: O Realismo de Gorki e o Realismo de Brecht (Iná Camargo Costa)
A MÃE. De Bertolt Brecht. (Adaptação para o livro de Máximo Gorki.) Direção de Sérgio Audi. Com o Núcleo 2 da Cia. Fábrica São Paulo. Sextas e sábados, às 21h30, e domingos, às 20h30. R$ 25. De 1°/9 a 19/11.
No Teatro Fábrica São Paulo. Rua da Consolação, 1.623, São Paulo, SP. Fone (11) 3255-5922.
Escrito por Mauro Fernando às 17h00
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
QUERIDO PAI

O ator é o alicerce do teatro. Essa frase pode soar como lugar-comum, mas muitas produções hoje em dia têm destacado os chamados efeitos especiais em detrimento de um trabalho de interpretação mais apurado. Não é o caso do diretor Antônio Januzelli – quem assistiu a O Porco, solo com Henrique Schafer, sabe de quem se trata. (Há texto publicado no Rotunda em 21/2.)
Januzelli dirige Querido Pai, uma adaptação livre de Carta ao Pai, de Franz Kafka (1883-1924) – o espetáculo estréia na próxima terça-feira (15/8) no Viga Espaço Cênico, em São Paulo. Indicado ao Prêmio Shell por O Porco, Schafer está no elenco ao lado de Frederico Foroni, Eduardo Ruiz e Patrícia Ermel.
Professor da USP, pela qual concluiu mestrado e doutorado, Januzelli conta que recebeu convite de Foroni e Patrícia para dirigir a montagem. “Havia duas possibilidades: fazer Carta ao Pai ou uma peça a partir do livro”, afirma o diretor. Optaram por não centralizar o espetáculo em Carta nem em uma investigação sobre o universo kafkiano, mas “no que Carta passa”.
O texto de Kafka tem endereço certo, mas seu pai não chegou a lê-lo. Alternando momentos em que repudia o autoritarismo do pai com aqueles em que demonstra uma certa admiração por ele, o escritor escancara a relação entre os dois e a própria submissão. O autor atribui suas mazelas – fraquezas, medos, sofrimentos – à atmosfera opressiva proporcionada pela educação paterna. “Ele fala na Carta que o tratamento severo e rígido causou o distanciamento de uma relação afetiva mais saudável”, diz Januzelli.
Diretor e elenco, então, começaram a levantar material sobre o tema nas próprias relações pessoais. A dramaturgia – Januzelli e Ruiz centralizaram esse trabalho – foi construída durante esse processo. Assim, a montagem trafega entre dois eixos: o depoimento de Kafka e o material recolhido no laboratório das vivências dos artistas.
Ou seja, o texto original percorre a encenação, mas é bombardeado pelas falas criadas nos ensaios. “O ator que faz o pai [Schafer] transita entre a figura paterna e outra, que pode ser ele próprio”, afirma o diretor. Foroni e Ruiz se incumbem do filho. “A figura feminina pode passar a idéia da mãe ou das irmãs de Kafka e tem falas pessoais da própria atriz.”
Laboratório Dramático do Ator, por sinal, é como o diretor se refere ao seu método de trabalho. Resumindo, funciona assim: o ator passa da descoberta de si mesmo para a percepção do outro e para a expansão da expressão até chegar à consciência da estrutura da linguagem cênica. Quanto às práticas de treinamento, são três canais. “Há a improvisação, a linguagem lúdica que revela o prazer de estar em ação e os exercícios específicos com ou sem fala, com ou sem tema”, explica.
Durante o processo de montagem, Januzelli e os atores procuraram estabelecer vínculos entre a época de Kafka e a nossa. “Faz 39 anos que dou aula, estou em contato permanente com a juventude. Hoje somos mais abertos, há mais conversas, o quadro é bem melhor. Mas existem resquícios, prisões familiares às vezes inconscientes”, afirma o diretor.
“A intenção [da peça] é tocar o espectador pela sensibilidade dos diálogos e das atuações. Na platéia, todos são filhos. E alguns são pais. Relações humanas são os temas que mais me tocam”, diz Januzelli. O assunto é propício para reavaliações de vida: “Em que medida o pai quer se ver ecoando no filho?”.
QUERIDO PAI. Adaptação livre de Carta ao Pai, de Franz Kafka. Direção de Antônio Januzelli. Com Henrique Schafer, Frederico Foroni, Eduardo Ruiz e Patrícia Ermel. No Viga Espaço Cênico. Rua Capote Valente, 1.323, São Paulo, SP. Fone (11) 3801-1843. Terças e quartas, às 21h. R$ 20. De 15/8 a 11/10.
Escrito por Mauro Fernando às 17h59
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
PEDRAS NOS BOLSOS

O diretor Domingos Nunez encontra conexões entre a dramaturgia irlandesa contemporânea e a realidade brasileira atual. Em 2004, com a Cia. Ludens, montou Dançando em Lúnassa, de Brian Friel. A comédia Pedras nos Bolsos, de Marie Jones, estréia neste sábado (12/8) no Teatro Crowne Plaza, em São Paulo. Marco Antonio Pâmio e Rubens Caribé interpretam 15 personagens.
A rotina de uma pequena cidade da Irlanda do Norte é quebrada quando aparece uma equipe de cinema estadunidense para rodar o épico O Vale Silencioso. Os papéis principais, naturalmente, estão reservados para as estrelas hollywoodianas – às pessoas que não cabem na engrenagem da indústria cinematográfica, os habitantes da cidade, cabe a figuração.
Dois dos figurantes, Charlie (Caribé) e Jake (Pâmio), são os agentes condutores da narrativa. “Ao inserir personagens, eles os comentam. O que interessa é o ponto de vista desses dois, que têm um envolvimento com o cinema. Charlie tinha uma videolocadora que faliu por causa da chegada de uma espécie de Blockbuster. Jake é um ator que tentou carreira em Hollywood, não deu certo e voltou para a cidade natal”, adianta o diretor.
Pedras nos Bolsos mexe com o tema da absorção de uma cultura local por outra. “A peça busca a identidade nacional pela dominação estrangeira. Por aqui, no plano externo, vemos a hegemonia dos Estados Unidos sem que exista uma política de resistência como faz o [presidente da Venezuela, Hugo] Chávez”, diz Nunez. Os irlandeses conhecem tal roteiro: “Quase tudo que se vê na TV de lá é produção da Inglaterra ou dos Estados Unidos”. Ou seja, o país visto por si mesmo através de um filtro exterior, de um ponto de vista fabricado.
No plano interno, a intersecção – implícita, não citada – está “na teledramaturgia, com minisséries nas quais o que interessa é a paisagem do Nordeste ou do Sul, nas quais colocam uma atriz-celebridade de sotaque carioca, quase uma sereia, para fazer uma roceira”. Ou seja, a imposição de um padrão hegemônico, de “uma fórmula, uma cartilha que indique o que dá dinheiro, o que vende, o que é comercial”.
Como há entre os personagens quem vislumbre na indústria cinematográfica um atalho para a ascensão social – o estrelato como sinônimo de felicidade –, o texto aborda também a relação entre a arte e a vida, entre a fantasia e a realidade. E, para os mais atentos, a postura da mídia diante desse quadro.
Nunez garante que a montagem propõe uma reflexão sem ser maçante nem didática: “A peça começa com um humor mais leve, que fica mais sarcástico, mais penetrante. O grande trunfo da dramaturgia irlandesa contemporânea é saber falar sobre coisas sérias em tom de brincadeira. E o texto critica mas não julga. Charlie e Jake passam da tomada de consciência para uma atitude extremamente positiva, não são derrotistas”.
PEDRAS NOS BOLSOS. De Marie Jones. Direção de Domingos Nunez. Com Marco Antonio Pâmio e Rubens Caribé. No Teatro Crowne Plaza. Rua Frei Caneca, 1.360, São Paulo, SP. Fone (11) 3289-0985. Sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 20h. R$ 30. De 12/8 a 29/10.
Escrito por Mauro Fernando às 15h51
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
ACHADAS E PERDIDAS

“As pessoas estão precisando rir. Eu também”, garante Maitê Proença. Com Achadas e Perdidas, “não queria o riso grosseiro, mas um espetáculo que respeitasse a inteligência das pessoas”. A intenção é “tocar profundamente as pessoas”: “Se não acontecer nada, é melhor ir para um botequim tomar cerveja”.
Sete esquetes escritos pela atriz (três deles em parceria com Luiz Carlos Góes), a comédia Achadas e Perdidas estréia nesta sexta (11/8) no Teatro Cultura Artística, em São Paulo. Maitê divide o tablado com Clarisse Derziê Luz – sob a direção de Roberto Talma, elas interpretam vários personagens, com direito a trocas de figurinos e cenários.
Adaptação do livro Entre Ossos e a Escrita, da própria Maitê, a montagem desembarca em São Paulo depois de viajar por Centro-Oeste e Nordeste e realizar temporada no Rio de Janeiro. Maitê não fala sobre a primeira cena: “É uma surpresa, escrevi para a Clarisse depois de o espetáculo ficar pronto”. Seguem-se o conflito entre uma empregada e sua patroa e uma mulher que pretende entender por que o marido tanto gosta de jogar uma pelada aos fins de semana.
Duas meninas em um velório falando coisas quando deveriam se calar, duas mulheres que se despedem de seus grandes amores em uma rodoviária e uma quarentona em crise estético-existencial no consultório de um ginecologista completam a peça. Além de uma mulher que sofre um ataque de pânico.
“Achadas e Perdidas está em cartaz há um ano pelo Brasil”, reforça Maitê. Houve mudanças na encenação durante esse percurso: “Fizemos alterações quando não estávamos confortáveis [em cena]. E quem disse isso foi o público. Foi bom sentir platéias diferentes, o Brasil é muito variado na sua população”. “Na essência, porém, o espetáculo é o mesmo”, afirma Clarisse.
Maitê revela que existe muito de si própria no texto. “Mario Quintana disse que não escreveu uma só linha que não fosse ele. A peça são impressões que tirei de coisas que vivi. Óvulos Grisalhos [o esquete da quarentona no consultório do ginecologista] partiu de uma situação vivenciada por mim. Claro que aquilo ganhou personagens, cores mais fortes.”
ACHADAS E PERDIDAS. De Maitê Proença. Direção de Roberto Talma. Com Maitê Proença e Clarisse Derziê Luz. No Teatro Cultura Artística. Rua Nestor Pestana, 196, São Paulo, SP. Fone (11) 3258-3616. Sextas e sábados, às 21h, e domingos, às 18h. R$ 50 e R$ 60. De 11/8 a 26/11.
Escrito por Mauro Fernando às 17h56
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
|